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ABCF - Livros sobre Alienação Parental
O livro “Alienação Parental”, organizado por Murillo Andrade e Rodrigo Ricardo, diretores da Associação Brasileira Criança Feliz (ABCF), reuniu grandes pensadores do tema por todo o Brasil e no exterior no último Congresso sobre Alienação Parental, realizado em Belo Horizonte no mês de agosto do ano passado.
O livro é composto por 11 artigos redigidos pelos maiores nomes da literatura contemporânea, explorando o tema principal sob o enfoque do Direito, da Pediatria, da Psicologia, da Medicina e da Pedagogia que tangenciam a questão da legislação e consequências da Alienação Parental nas crianças e adolescentes.
“Este livro representa uma quebra do paradigma da falsa primazia do Direito sobre as outras disciplinas científicas nas relações familiares, porque o ser humano é complexo demais para ser descrito por um par de leis a favor ou contra isso ou aquilo”. – explica Rodrigo Ricardo, Diretor Regional da ABCF.
Segundo Ricardo, as relações familiares são de interesse do núcleo familiar (pai, mãe e irmãos), da família estendida (tios, primos, avós, etc.) e da comunidade próxima à criança ou ao adolescente.
A escola e a igreja, por exemplo, têm papel fundamental na prevenção e no combate à Alienação Parental, já que os líderes religiosos e os professores exercem fortíssima influência nas crianças e nas famílias, tanto para ensinar as práticas mais adequadas, quanto para o aconselhamento de questões sensíveis.
A ABCF completará 10 anos de existência neste ano de 2018 e prepara um Congresso especial que será realizado no seu estado sede, o Rio Grande do Sul.
Para o Congresso deste ano, a ABCF pretende promover o lançamento de uma Revista comemorativa e o volume dois do seu livro, que se chamará “Violência Psicológica”, em alerta ao registro QE52.0 da Organização Mundial da Saúde (OMS), quando na 11ª Revisão do Código Internacional de Doenças para Estatísticas de Mortalidade e Morbidade – CID-11, acrescentou a Alienação Parental como doença que afeta a saúde na infância[1].
O CID-11 foi publicado no último mês de junho de 2018 e serve de aviso para pais e cuidadores dos pequenos: eles estão adoecendo cada vez mais por causa da disputa dos pais nas vias de fato e/ou nos tribunais.
“Desejar criar uma criança ou um adolescente sem auxílio é não somente uma atitude egoísta, mas também impossível.” (…) “Há um provérbio africano muito verdadeiro que diz que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.” – Ricardo arremata.
A Alienação Parental foi considerada violência psicológica pela Lei 13.431/2017 e sujeita o agressor às mesmas medidas protetivas da Lei Maria da Penha, além da perda da guarda e outras sanções, a pior parte, porém, é a perda da identidade familiar e comunitária pela pessoa alienada.
A ABCF combate a Alienação Parental e promove a Guarda Compartilhada para o bem das crianças e adolescentes.
Estamos de olho!
A primeira edição do livro “Alienação Parental” (2017) está disponível no site https://goo.gl/6pEusY
[1] Distúrbios de relacionamento entre guardião-criança com o ex-genitor ou ex-cuidador (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Organização Mundial de Saúde. 11ª Revisão do Código Internacional de Doenças para Estatísticas de Mortalidade e Morbidade – CID-11. Em 18 de junho de 2018. Disponível em https://icd.who.int. Acesso em 29 jun 2018.











