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Associação Brasileira Criança Feliz - Santa Maria - RS


 

Santa Maria - RS

 Por Herminia Freitas
 
  • Filho, a gente não separa - FABIANA SPARREMBERGER

  • O melhor presente - TICIANA FONTANA E FABIANA SPARREMBERGER

  • A importância do pai - TICIANA FONTANA

22/03/2010 | N° 2451 - Alerta 

EM NOME DO FILHO | FABIANA SPARREMBERGER

fabiana.sparremberger@diariosm.com.br

Filho, a gente não separa

 

Tenho uma dificuldade tremenda de entender como pais e mães que amam seu filho incondicionalmente, acima de tudo e de todos, tornam o divórcio um processo ainda mais doloroso para os maiores tesouros de suas vidas. É claro que não há jeito de a separação não ser penosa para os filhos, isso é inevitável... Mas precisa torná-la ainda mais traumática e dolorosa do que já é?

Quem de vocês não conhece algum pai ou alguma mãe que tenham “usado” o filho numa espécie de vingança após o fim do relacionamento? Que tenha dificultado as coisas só para atingir o outro? E nesse intuito incontrolável de ferir, acaba machucando a quem não pediu para nascer e que precisa de um pai e uma mãe presentes no seu desenvolvimento.

Maturidade, já – Se o casal teve a maturidade de casar e de decidir dividir uma vida, também precisa ter a mesma postura quando chega a hora da separação. Os filhos ainda penam muito nessa hora, é o que testemunham os especialistas. E em nome deles, e por eles, é preciso adotar atitudes sensatas: impedir que o filho perca o respeito pelo pai ou pela mãe e permitir que ele siga convivendo e se desenvolvendo harmoniosamente com os dois é obrigação de quem opta pelo divórcio.

A psicóloga Bibiana Godoi Malgarim, mestre e especialista em clínica infantil e adolescente em Santa Maria, afirma que a separação do casal é dolorosa para todos os que estão envolvidos, em maior ou menor grau, mas a tendência é superar a experiência.

– Para a criança, não é diferente, ela sente muito a separação dos pais e, para tornar o processo menos doloroso, é importante os pais manterem as discussões e negociações (como a guarda, por exemplo) afastadas dos filhos.

* Mantenha a rotina – Outra dica da psicóloga para amenizar a dor dos pequenos (e dos grandinhos) é procurar “mudar”o menos possível.

– Quando os pais se separam, é comum a criança ou o adolescente acabar mudando de casa, de escola etc, e isso acaba intensificando o processo de perda. Logo, é importante tentar manter o filho dentro da sua rotina. Lembremos que quem se separa são os cônjuges, não os pais!

* A conta é do casal – A psicóloga Rosely Sayão, conhecida profissional do Centro do país, chega a sugerir, em artigo publicado na Folha de S.Paulo, no caderno Equilíbrio, que, “como na atualidade a possibilidade da separação de um casal já está posta desde o ato do casamento, talvez tenhamos de garantir nesse contrato formal a situação dos filhos no caso da dissolução do casamento. Afinal, eles são frutos de um encontro entre duas pessoas e não podem pagar a conta do desencontro quando ele acontece”. Será mesmo necessário chegarmos a esse ponto?


EM NOME DO FILHO (www.diariosm.com.br/meufilho)

O melhor presente

TICIANA FONTANA E FABIANA SPARREMBERGER (www.diariosm.com.br/meufilho

Qual o melhor presente que nós, pais, podemos dar para as nossas crianças? No dia dedicado a elas, a psicóloga Ana Alice Franco de Moraes, que trabalha com crianças no consultório e em escolas, dá a dica.

Os tempos mudaram, as famílias vivem hoje uma grande dificuldade para educar seus filhos, seja por ordem econômica ou por falta de convivência. Muito cedo, pais necessitam deixar seus filhos com outras pessoas: babás, creches, familiares... Assim, a educação se dá, na maior parte do tempo, por meio da delegação a terceiros, que vão interferir na formação da personalidade dessas crianças.

Trabalhando com crianças tanto em nível clínico quanto escolar, percebo que elas trazem uma grande falta da presença dos pais. Alguns pela necessidade de buscar melhores condições financeiras e de formação, e outros, em decorrência de separação conjugal. O que se constata é que nenhuma dessas ou de outras razões poderão substituir a presença das figuras de “pai” e de “mãe”. Esses papéis são insubstituíveis e intransferíveis.

Por isso, se pudermos escolher um melhor presente para este 12 de outubro, devemos escolher “ser presença”. Estar próximo e sendo exemplo no dia-a-dia, transmitindo valores que a sustentem como pessoa inteira futuramente. Esse será o maior legado que se pode deixar, o exemplo e a segurança de ter passado ensinamentos que servirão de base para uma vida inteira. (Fabiana Sparremberger -
www.diariosm.com.br/meufilho)


EM NOME DO FILHO (www.diariosm.com.br/meufilho)|  - 08/03/2010 | N° 2439

 A importância do pai

TICIANA FONTANA

 

Alguns leitores que nos acompanham diariamente no blog Meu Filho reclamam que falamos pouco da importância dos pais na criação e educação dos filhos. Mas será que, hoje, há distinção clara entre o papel de mãe e de pai? Tem mesmo aquela coisa que mãe é mais coração, e pai, mais razão? A psicóloga Cristina Saling Kruel dá a resposta:

“O pai é tão importante quanto à mãe para o desenvolvimento emocional da criança. Isso não significa dizer que, na falta de um ou de outro, a criança terá prejuízos emocionais intensos, pois isso depende das experiências desta criança com seus cuidadores.

Atualmente, não se pode atribuir papéis tão definidos e estanques a pais e mães, como dizer que a mãe cuida do desenvolvimento emocional do filho, e o pai, das obrigações. O que se observa é que, a partir da década de 70, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, o homem deixou de ser somente o provedor financeiro do lar e detentor de regras e limites, passando a ter convivência mais próxima e afetiva com os filhos. Houve mudanças sociais significativas no Brasil, e cada núcleo familiar se configura e se organiza de maneira diferente. Então, podemos ver pais extremamente afetivos, assumindo funções que, tradicionalmente, eram da mulher. Outros que se mantêm mais distantes dos filhos e atentos às obrigações financeiras. Famílias sem a presença de um pai. Famílias cujo pai assume sozinho a parentalidade. Não é possível avaliar qual modelo é o ideal, se é que ele existe. Mas relações de cuidado, afeto, diálogo entre a criança e seu cuidador favorecem o desenvolvimento emocional. O ideal mesmo é que quem cuida, cuide bem”. (Fabiana Sparremberger -
www.diariosm.com.br/meufilho)


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