A diferença
entre as gerações - costumes
por Mario
Gonçalves
Antes eu era
somente o filho do Luiz e da Alzira, hoje sou mais conhecido
como o pai do Lucas, do Gabriel e da Stella.
Nossos pais são fortes
referências para nós todos. Os meus pais vivem juntos há
quase 50 anos. Meus avôs foram casados por toda a vida.
No entanto a realidade hoje é
que os casais separam cada vez com mais freqüência.
Todo o final de relacionamento
gera uma espécie de luto, uma fase onde os ex-conjuges
passam por sentimentos variados: tristeza, raiva,
ressentimento... É normal que isso ocorra.
Com o tempo, a vida segue seu
rumo e os sentimentos se amenizam para a maior parte das
pessoas. Algumas, porém não conseguem superar o luto da
separação e vão fazer de tudo para prejudicar aquele ou
aquela que um dia já foi o grande amor da sua vida.
Quando esses ex-casados têm
filhos, aquele genitor inconformado, cego pelo ódio, vai
usar de todas as possibilidades para ferir o outro. E a arma
mais potente é o filho.
Assim crianças inocentes e
indefesas são usadas como artilharia nessa guerra emocional.
Pode acontecer que aquele que
tem a guarda unilateral e passa mais tempo com o filho tente
incutir na criança uma visão negativa do ex-parceiro. Há
casos inclusive de falsas denúncias de abuso sexual com o
único intuito de afastar da vida do filho o outro genitor.
É isso que se chama de Síndrome
da Alienação Parental ou SAP, conceito desenvolvido por
Richard Gardner, psiquiatra norte-americano, o qual publicou
mais de 40 livros sobre o tema.
Meu nome é Mário dos Santos
Gonçalves, sou servidor público, moro na cidade de Santa
Vitória do Palmar-RS e trabalho no Chuí, extremo sul
brasileiro. Moro com meu filho mais velho, o Lucas de 17
anos. Preocupo-me com o efeito devastador que a SAP produz
nas crianças e desejo dar a minha modesta contribuição para
uma infância e adolescência mais feliz.